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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA |
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Aires José ROVER, professor |
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PROJETO DE PESQUISA |
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Informática jurídica, direito e tecnologia: A condição humana na sociedade tecnológica
OBJETIVO GERAL
Identificar em que medida a condição humana de pensarmos e agirmos no mundo tem se alterado com o avanço da ciência e da tecnologia e como o pensamento humanista pode ser uma baliza importante para renovarmos os valores éticos de uma humanidade que cada vez mais compartilha sua vida com coisas e máquinas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Contextualizar, definir e criticar a virtualidade do mundo atual a qual representa a falta de controle direto do homem sobre os processos da vida devido a sua delegação cada vez maior para interfaces tecnológicas. Avaliar as conseqüências positivas e negativas dessa cultura da mediação por interfaces tecnológicas.
Provar que o avanço da virtualização (comunicação) diminui a importância do direito como sistema social, mesmo sendo ele um sistema de comunicação. Verificar em que medida isso representa um processo que intervém na humanização da vida. Confirmar a excessiva atenção jurídica às questões das redes (internet), o que as tornam exageradas, não esquecidas e juridicamente não solucionáveis.
Investigar o avanço das redes (internet) identificando se atuam como verdadeiros sistemas sociais, baseados em um processo comunicacional de dupla contingência.
Identificar o surgimento de uma nova ética decorrente nos avanços da tecnologia, avaliando as diferenças com os tradicionais valores humanistas. Contextualizar o avanço crescente do convívio da humanidade com coisas/máquinas e o reflexo disto na reformulação da atual ética de moldes fortemente antropocêntricos.
Verificar em que medida o avanço tecnológico deixa de se basear apenas nas determinações e exigências econômicas, levando em conta questões de ordem humanísticas e éticas. Comparar exemplos do início da industrialização com exemplos atuais.
Provar que a visão descartiana, mecanicista e determinista da ciência moderna que gerou um processo de especialização e compartimentalização do saber e da percepção da humanidade está em crise. O monismo materialista define um conceito de homem e de natureza humana incompatíveis com os idéias do humanismo.
CONCLUSÃO
A humanidade em seu cego impulso de saber desenvolve tecnologias que intervém cada vez mais no mundo da vida a ponto de sacrificar até seu próprio destino na terra.
Hoje estamos cada vez mais rodeados e tutelados por artefatos artificiais e ao mesmo tempo estamos cada vez mais libertos das determinações da natureza. Essa liberação leva cada indivíduo ao limite de suas possibilidades, em todos seus extremos.
Espaço e tempo foram transformados pelas tele-tecnologias. O mundo se organiza a partir de imagens e informação televisivas.
A sociedade do espetáculo, materialista e altamente conectada já uma realidade.
Diante desse contexto haveria indícios de uma crise dos tradicionais valores éticos ou de sua prática que levaria a humanidade a rever seus próximos passos?
O direito ainda teria um papel relevante? Como superaria seu individualismo e conservadorismo, abrindo-se pluridisciplinarmente às novas formas de organizar a justiça?
A realização deste projeto tem em vista mostrar esta realidade e os possíveis caminhos que o pensamento humanista poderia iluminar e trazer a tona. Isto é de uma importante fundamental para renovarmos os valores éticos de uma humanidade que cada vez mais compartilha sua vida com coisas e máquinas.
Enfim, o futuro da sociedade depende das respostas que podermos dar às exigências dos novos tempos.
A importância do projeto está em poder ser um elo nessa rede de busca de uma maior consciência em face das mudanças que vivemos hodiernamente.
REFERÊNCIAS
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