UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

Aires José ROVER, professor

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ESTÓRIA DE ADVOGADOS


Um advogado de Charlotte, NC, comprou uma caixa de  charutos muito raros e muito caros.

Tão raros e caros que os colocou no seguro, contra  fogo, entre outras coisas.

 

Depois de um mês, tendo fumado todos eles e ainda sem  ter terminado de pagar o seguro, o advogado entrou com um  registro de sinistro contra a companhia de seguros.

 

Nesse registro, o advogado alegou que os charutos  "haviam sido perdidos em uma série de pequenos  incêndios".

 

A companhia de seguros recusou-se a pagar, citando o  motivo óbvio: que o homem havia consumido seus charutos  da  maneira usual.

 

O advogado processou a companhia... E GANHOU. Ao  proferir a sentença, o juiz concordou com a companhia de  seguros que a ação era frívola.

 

Apesar disso, o juiz alegou que o advogado "tinha posse  de uma apólice da companhia na qual ela garantia que os  charutos eram seguráveis e, também, que eles estavam segurados contra o  fogo, sem definir o que seria fogo aceitável ou inaceitável" e que, portanto, ela estava  obrigada a pagar o seguro.

 

Em vez de entrar no longo e custoso processo de  apelação, a companhia aceitou a sentença e pagou $15,000  dólares ao advogado, pela perda de seus charutos raros  nos incêndios.

 

Depois que o advogado embolsou o cheque, a companhia de  seguros o denunciou, e fez com que ele fosse preso, por  24 incêndios criminosos!!!

 

Usando seu próprio registro de sinistro e seu testemunho  do caso anterior contra ele, o advogado foi condenado por  incendiar intencionalmente propriedade segurada e foi  sentenciado a 24 meses de prisão, além de uma  multa de US$24000.00.